História da Fotografia Autoral e a Pintura Moderna – Claudio Edinger

No último dia 23, foi o lançamento do livro “História da Fotografia Autoral e a Pintura Moderna” do amigo e mestre da fotografia Claudio Edinger. Com mais de 360 páginas, o livro reúne pinturas e  fotografias abrangendo o período desde meados do século XVIII até a produção fotográfica atual. Como todo fotógrafo que tem um trabalho autoral, a publicação de um livro é um dos maiores desejos da carreira, porém fazer parte de um projeto dessa magnitude e ao lado de grandes artistas e fotógrafos supera qualquer expectativa.

Itaguaçu V, Florianópolis, 2011 – Série Litorâneas

 

Arquitetura, Escadas e Fotografia

Acredito que seja unânime em dizer que escadas sempre geraram um fascínio em boa parte dos fotógrafos. E no meu caso não é diferente, pois sempre que me deparo com uma escada acabo tirando algumas fotos. No caso da escada acima, foi um achado após finalizar a fotografia de um projeto num apartamento na Al. Casa Branca, em São Paulo.

Cadeira Bossa – Processo

Em junho de 2017 fui convidado pela equipe de marketing da Sollos e Jader Almeida para produzir um ensaio da cadeira Bossa, que na ocasião completava 10 anos de lançamento. De imediato quis fotografar a cadeira utilizando longas exposições, e comecei a fazer esboços de algumas fotografias, e após a troca de e-mail e ligações, decidimos fazer a produção das fotografias em Florianópolis, por já conhecer algumas praias que poderiam servir de locação.

Assim no início de julho parti para Florianópolis, onde tivemos 2 dias para fotografar a cadeira. No primeiro dia com o templo nublado fomos para uma praia deserta, onde havia apenas algumas gaivotas. Lá pude fazer uma fotografia bem minimalista dando destaque para a cadeira. Já no segundo dia optamos por seguir ao sul da ilha e usar algumas formações rochosas como base das fotos. Com o dia claro e sem nuvens, esperamos até o final do dia para que a luz baixasse e assim ter uma luz suave em toda a foto.

Abaixo seguem algumas das fotos produzidas para o ensaio.

Ponte Hercílio Luz

Depois de um longo tempo sem fotografar alguma longa exposição em Florianópolis, neste final de ano tirei a manhã do dia 31 de dezembro de 2018, para produzir esta longa exposição da ponte Hercílio Luz que se encontra na etapa final do processo de restauração.

This isn’t a yellow submarine

Desde que me mudei para São Paulo sempre fiz muita coisa à pé, ir ao supermercado, visitar amigos e às vezes até um trabalho ou outro. E além disso criei o hábito de correr de 2 à 3 vezes por semana. Com todo esse vai e vem pelas ruas de São Paulo, acabo observando muito da arquitetura dos prédios, muros com seus grafites, e também dos carros que passam por mim e principalmente dos que estão estacionados pelas ruas. Inspirado pela música Yellow Submarine dos The Beatles, comecei a fotografar praticamente todo veículo de cor amarela. A grande maioria são carros, furgões, mas aos poucos vou encontrando outros veículos que não são submarinos amarelos.

Para ver outras fotos desta série, acesse o Instagram: This isn’t a yellow submarine

Days of Night – Nights of Day – Elena Chernyshova

O documentário “Days of Night – Nights of Day” da fotógrafa russa Elena Chernyshova, conta como é a vida diária da cidade de Norilsk, que surgiu e cresceu em torno da mineração e atualmente tem uma população com mais de 170.000 habitantes, sendo que destes mais de 60% estão envolvidos com o trabalho de mineração. A cidade, as minas e as indústrias metalúrgicas foram construídas por prisioneiros do Gulag. Norilsk é a 7ª cidade mais poluída do mundo e este documentário investiga a adaptação do homem ao clima extremo, desastres ecológicos e isolamento, A temperatura média é de -10ºC e no invernos as mínimas pode chegar a -55ºC, quando a cidade mergulha na noite polar por dois meses.

www.elena-chernyshova.com

The Last Stand – Marc Wilson

Desde 2010 Marc Wilson tem fotografado locais e construções remanescentes da Segunda Guerra Mundial, ao longo do litoral britânico e norte da Europa. “The Last Stand” reflete a história do conflito militar, com foco em estruturas de defesa que permanecem em seu lugar na paisagem, alguns desabados, outros submersos pelas águas e areias, mas em comum tem a sua deterioração pela ação do tempo.

Mais fotos da série você encontra no site www.marcwilson.co.uk

E neste vídeo ele explica sobre o processo https://youtu.be/arTdlo_yYsM

SP-Arte/Foto 2018

Praia de Boiçucanga I, São Sebastião, 2014

Esta é minha 6ª participação da SP-Arte/Foto, e após alguns anos apresentando apenas longas exposições em preto e branco, este ano volto com duas fotos coloridas produzidas no litoral norte de São Paulo.

SP-Arte/Foto 2018  –  Stand A11 Arte 57  –  de 22 à 26 de agosto no JK Iguatemi

Stairway to Heaven

Stairway to Heaven, Florianópolis, 2010

Esta fotografia produzida ao acaso no final de 2010, foi um dos grandes divisores nos meus projetos fotográficos e desde 2013 faz parte do acervo do Museu de Fotografia de Fortaleza.

São Paulo em filme

Rua Cayowaá, Sumaré.

Enquanto estou produzindo as fotos para uma nova série em Pomerode, vou aproveitando para registrar também o bairro que moro aqui em São Paulo.

Claudio Edinger sobre a série Litorâneas

Em 2013 Claudio Edinger escreveu este texto para a exposição da série “Litorâneas” vencedora do Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia 2012.

” A fotografia foi inventada porque o homem cansou-se de ver o tempo passar sem poder fazer nada.  Esta angústia de se saber mortal, de ver cada dia a morte chegar mais perto, o fim da jornada, como resolver isto?

O fotógrafo japonês Hiroshi Sugimoto, um dos melhores e mais complexos da atualidade, enfrenta este desafio assim: entra num cinema monta sua camera em um tripé e assim que o filme começa abre o diafragma da câmera. Quando termina o filme, duas horas depois ele fecha o diafragma e a luz deixa de ser registrada no filme. Com isso procura capturar o tempo.

O trabalho de Alessandro continua esta pesquisa de uma forma absolutamente pessoal. Olhamos seu trabalho e não há dúvidas, este é o Alessandro Gruetzmacher, capturando o tempo, capturando a paisagem, o céu, as montanhas, o mar, de uma forma poética, linda e misteriosa.

Compondo o caos em um quadrado Alessandro nos traz um semblante de harmonia. O mundo redondo enquadrado levanta questões para nossa reflexão. Esta é a função da fotografia quando utilizada da melhor forma possível. E em preto e branco o mistério aumenta, o essencial fica claro – e escuro.

Vivemos num mundo ambíguo de luz e sombras, noite e dia, amor e ódio, ignorância e sabedoria. Nada melhor que o preto e branco para gravar o que não pode ser registrado.

Mas o belíssimo trabalho de Alessandro vai além, fala da solidão, fala do infinito, fala da importância de se olhar o mar. Em seu manifesto sobre arte, a fotógrafa e performer Marina Abramovic diz que o artista deve passar horas vendo o mar, deve passar horas vendo as estrelas – e que o artista deve criar um espaço para que o silêncio adentre sua obra.

A obra deste nosso artista catarinense aprofunda o mistério, mostra o som do silêncio, passa horas vendo o mar e alegra a alma.”

Praia da Galheta I, Florianópolis, 2011

Há 8 anos

Esta foto é a primeira longa exposição que produzi quando comecei a série Litorâneas, em 2010. Numa tarde nublada de um domingo fui até a região de Itaguaçu, ainda sem saber como aplicar aquilo que estava estudando nos últimos 6 meses.

Itaguaçu I, Florianópolis, 2010

Fotografia com filme

Neste último feriadão, dediquei partes dos dias para produzir algumas fotografias de um novo projeto autoral. Projeto este que continua em fase de pesquisa e estudos, porém já conta com uma pequena lista de fotografias que serão produzidas nos próximos meses.

 

Bryan Schutmaat

A maior parte do meu trabalho autoral é produzido em preto e branco, e sendo assim talvez deveria postar algumas das minhas referências que me levaram a desenvolver a estética e meu gosto pelo PB. Mas nos últimos meses o interesse na fotografia colorida, tem tomado algum tempo das minhas pesquisas. E um dos fotógrafos que despertaram essa repentina vontade de fotografar em cor é o fotógrafo Bryan Schutmaat. Baseado no Texas, Bryan tem desenvolvido seu trabalho documental utilizando cameras de grande formato e filme colorido, que acaba criando uma estética bem particular para o seu trabalho.

Você pode encontrar mais informações sobre o trabalho de Bryan Schutmaat em seu site e também no Instagram.

Estudos para um novo projeto

De um meses para cá tenho me interessado bastante na fotografia em cor, saindo um pouco do conceito de longas exposições as quais fotografava principalmente em preto e branco, e olhando um pouco mais para a fotografia documental produzida com filme colorido. As fotos a seguir foram produzidas como experimentos e estudos, entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018.