Inspiration

  • The Americans – Robert Frank

    Robert Frank sempre foi reconhecido por seu livro “The Americans” publicado em 1959. Livro este que nasceu após suas viagens de carro pelos Estados Unidos, onde rodou mais de 16.000 quilômetros num Ford Business Coupe preto e tirou mais de 27.000 fotos, e selecionou 83 para o livro. Ontem no dia 09 de setembro de 2019, faleceu aos 94 anos.

    No link abaixo do NY Times há uma matéria completa sobre ele
    https://www.nytimes.com/2019/09/10/arts/robert-frank-dead-americans-photography.html

    E em 2015 foi lançado o documentário “Don’t Blink – Robert Frank” dirigido por Laura Israel

  • Aftermath – Jörn Vanhöfen

    Entre os anos de 2004 e 2011 o fotógrafo Jörn Vanhöfen em seu ensaio Aftermath, registrou o efeito o resultado da nossa procura pela felicidade, onde a cada momento somos bombardeados por novos produtos, melhores processos, e com isso criamos também muito produtos obsoletos, que não recebem a devida atenção. Com isso surgem cenários desoladores de cidades abandonadas, montanhas de lixo e construções sem uso.

    Para conhecer mais desta série http://www.joernvanhoefen.de/works/aftermath/

  • Shot at Dawn – Chloe Dewe Mathews

    A fotógrafa inglesa Chloe Dewe Mathews com sua série “Shot at Dawn” que durante 2 anos fotografou locais onde soldados ingleses, franceses e belgas foram executados por deserção e covardia durante a Primeira Guerra Mundial entre os anos de 1914 e 1918.

    Para ver outras fotos da série http://www.chloedewemathews.com/shot-at-dawn/

    E o making of da série produzido pelo The Guardian

  • Lower East Side – New York

    Williamsburg Pizza

    Foto inspirada nas obras de Edward Hopper, pintor americano conhecido por suas misteriosas pinturas de representações realistas da solidão na contemporaneidade. Em ambos os cenários urbanos e rurais, as suas representações de reposição fielmente recriadas reflecte a sua visão pessoal da vida moderna americana.

  • Days of Night – Nights of Day – Elena Chernyshova

    O documentário “Days of Night – Nights of Day” da fotógrafa russa Elena Chernyshova, conta como é a vida diária da cidade de Norilsk, que surgiu e cresceu em torno da mineração e atualmente tem uma população com mais de 170.000 habitantes, sendo que destes mais de 60% estão envolvidos com o trabalho de mineração. A cidade, as minas e as indústrias metalúrgicas foram construídas por prisioneiros do Gulag. Norilsk é a 7ª cidade mais poluída do mundo e este documentário investiga a adaptação do homem ao clima extremo, desastres ecológicos e isolamento, A temperatura média é de -10ºC e no invernos as mínimas pode chegar a -55ºC, quando a cidade mergulha na noite polar por dois meses.

    www.elena-chernyshova.com

  • The Last Stand – Marc Wilson

    Desde 2010 Marc Wilson tem fotografado locais e construções remanescentes da Segunda Guerra Mundial, ao longo do litoral britânico e norte da Europa. “The Last Stand” reflete a história do conflito militar, com foco em estruturas de defesa que permanecem em seu lugar na paisagem, alguns desabados, outros submersos pelas águas e areias, mas em comum tem a sua deterioração pela ação do tempo.

    Mais fotos da série você encontra no site www.marcwilson.co.uk

    E neste vídeo ele explica sobre o processo https://youtu.be/arTdlo_yYsM

  • American Prospects – Joel Sternfeld

    Série American Prospects de Joel Sternfeld

    www.joelsternfeld.net

     

  • Less Than One – Alexander Gronski

    Série Less Than One do fotógrafo russo Alexander Gronski, na qual registra as áreas menos populosas da Rússia.

    www.alexandergronsky.com

  • Nadav Kander – Yangtze, The Long River

    Nesta série Nadav Kander fotografa o rio Yangtze, maior rio da China com quase 6.500 km de extensão.

    A série completa você encontra no link abaixo:

    www.nadavkander.com

  • Claudio Edinger sobre a série Litorâneas

    Em 2013 Claudio Edinger escreveu este texto para a exposição da série “Litorâneas” vencedora do Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia 2012.

    ” A fotografia foi inventada porque o homem cansou-se de ver o tempo passar sem poder fazer nada.  Esta angústia de se saber mortal, de ver cada dia a morte chegar mais perto, o fim da jornada, como resolver isto?

    O fotógrafo japonês Hiroshi Sugimoto, um dos melhores e mais complexos da atualidade, enfrenta este desafio assim: entra num cinema monta sua camera em um tripé e assim que o filme começa abre o diafragma da câmera. Quando termina o filme, duas horas depois ele fecha o diafragma e a luz deixa de ser registrada no filme. Com isso procura capturar o tempo.

    O trabalho de Alessandro continua esta pesquisa de uma forma absolutamente pessoal. Olhamos seu trabalho e não há dúvidas, este é o Alessandro Gruetzmacher, capturando o tempo, capturando a paisagem, o céu, as montanhas, o mar, de uma forma poética, linda e misteriosa.

    Compondo o caos em um quadrado Alessandro nos traz um semblante de harmonia. O mundo redondo enquadrado levanta questões para nossa reflexão. Esta é a função da fotografia quando utilizada da melhor forma possível. E em preto e branco o mistério aumenta, o essencial fica claro – e escuro.

    Vivemos num mundo ambíguo de luz e sombras, noite e dia, amor e ódio, ignorância e sabedoria. Nada melhor que o preto e branco para gravar o que não pode ser registrado.

    Mas o belíssimo trabalho de Alessandro vai além, fala da solidão, fala do infinito, fala da importância de se olhar o mar. Em seu manifesto sobre arte, a fotógrafa e performer Marina Abramovic diz que o artista deve passar horas vendo o mar, deve passar horas vendo as estrelas – e que o artista deve criar um espaço para que o silêncio adentre sua obra.

    A obra deste nosso artista catarinense aprofunda o mistério, mostra o som do silêncio, passa horas vendo o mar e alegra a alma.”

    Praia da Galheta I, Florianópolis, 2011